Mulheres, Homens e Cia.

“O teu desejo será para o teu marido e ele te dominará”. Esta frase está no texto do livro de Gênesis. Explicamos esta afirmação entendendo que é uma das consequências do pecado e da desobediência da mulher. O homem teve, também, suas “maldições”.
Interessante pensar o seguinte: para a mulher ter seus desejos submetidos ao marido é uma “maldição”, já para o homem ter que tirar do suor do seu trabalho o sustento, é uma honra. Homens bem empregados são honrados, mulheres sujeitas a seus maridos são nada. Homens não empregados são nada, mulheres bem empregadas são ativas, descoladas, inteligentes.
Vejo aqui que o valor está no trabalho e não na sujeição e se o valor está no trabalho e é o homem que “deve” trabalhar, o valor está nele. E a mulher? Esta, talvez sirva a quem trabalha, lhe dê conforto, carinho, prazer… traduzindo: ele dá a casa, a comida e a roupa, ela faz a comida, deixa a roupa lavada e pra melhorar, faz sexo, muito sexo! E isso não é trabalho? E como é! Por que será que justamente este trabalho não tem valor como o outro, dito masculino? Talvez porque o valor realmente não esteja no trabalho e sim no homem. Vivemos sim, em uma sociedade machista, muito da hipócrita e com valores deturpados. 
Por que não há valor na sujeição? O que nos ensinaram sobre sujeitar-se? No dicionário está que é: dependência, submissão, acatamento. Ou seja, um manda o outro obedece? É isso, tem como manobrar para dizer que é outra coisa? Acho que não, a mim parece claro. E então, que mal há em sujeitar-se? Na verdade o mal está em a quem vamos nos sujeitar. Quem sujeitou não amou, pelo contrário, maltratou, humilhou, matou. Então, o que deve mudar para que a “sujeição” seja aceita é quem sujeita. Este/a deve amar, elevar, se importar com quem está sujeito.
Hum… aí, caímos na maldade naturalmente humana. Quem fizer isso, perderá o aparente domínio, o aparente controle, não será mais o/a dono/a da situação. Se a sujeição for algo bom e prazeroso para o bem, haverá quem se sujeite, mas se for má, haverá mais ainda quem se revolte, e é o que há agora, revolta e só.
E as mulheres… ainda tentam provar aos homens que são capazes, mesmo tentando se desvencilhar do “domínio” deles, ainda estão escravas da forma como eles as veem. Querem ser iguais/melhores/maiores, querem dominá-los, querem sujeitá-los tanto quanto eles querem isso delas. Um ciclo vicioso, cansativo e chato. E etc.

Primeiro: amar e cuidar de mim

Ao entrar na vida cristã, faço isso por mim, não por alguém. São carências minhas que não foram supridas, são ilusões minhas que querem tomar corpo, são desilusões minhas que precisam ser esquecidas, é um amor meu que não foi correspondido à altura da minha necessidade. Ser cristão é sim, amar a mim! 
Quando olhei verdadeiramente para Cristo e reconheci seu amor, fiquei sem palavras, sem explicação, sem nada… Só olhei pra Ele, contemplei e adorei! Ele me amou primeiro e com Ele aprendi e aprendo a cada dia o que é amar, sem as definições programadas, esquematizadas, bem elaboradas desse verbo, mas na vida, na prática, na atividade dele. Eu não sei definir o que é amar, mas sinto esse amor constrangedor. O que sei é que o amor começa em Deus e pode encher-me ou não. Deus é amor, sim é, pra mim.
Hoje, a grande maioria dos eventos evangélicos com discurso “evangelístico” tem me incomodado. Não era pra incomodar, talvez, afinal, cada um dará conta de si, mas acabamos prejudicando a “conta” do outro. Incomodo-me com crentes mal resolvidos que se colocam como ponte para fazer outros felizes. Incomodo-me com a farsa, com o discurso, com a mentira. Crentes que não aprenderam a olhar nem para si próprios, pois ainda não conseguiram vislumbrar Jesus, quanto menos o outro… E vão evangelizar… mas para falar de que? para falar de quem? Pra mostrar que face? Claro que se olharmos somente para nossas limitações, não vamos a lugar algum, não faremos nada, não nos sentiremos capazes, mas devemos olhar para “nossa” capacidade com ressalvas, muitas ressalvas, caso queiramos levar alguém a alguma coisa ou pessoa. 
Devemos olhar para nós como amados, primeiro, para amar e servir aos outros e não pensar que podemos “levar” alguém para algum lugar. Devemos servi-los e o Caminho em que estamos os levará. Simples assim e difícil assim. 

Frases do Gu

Orando: “Senhor, me ajuda a ter dinheiro, me ajuda a ter torradeira, me ajuda a ter casa, me ajuda a ter carro… Não gostou da minha oração, né mãe?”


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Mãe: Gustavo! Seu caderno de pesquisa ainda está esperando a pasta (para ser colocado dentro desta). 
Gu: E por acaso a pasta tem vida para esperar?!

O poder do Resumo

Guilherme está aprendendo o que é resumo. Tentamos explicar de forma prática (o próprio ato de resumir é prático! rs). 
O pai contou a ele uma estória completa e detalhada, depois contou novamente, resumidamente, apenas com os detalhes importantes. Ele entendeu.
Alguns dias depois, estava meio pensativo, perguntei o que era e depois de muito custo, contou-me sua insatisfação a respeito de algumas coisas que aconteceram na escola. Nada demais, mas pensei que o pai pudesse o ajudar mais do que eu, aconselhando que atitude tomar.
No dia seguinte, tentei fazer com que ele conversasse com o pai a respeito da situação que o incomodou no colégio, mas ele contou muito vagamente e o pai falou brincando: “Ah, sim, vejo que você aprendeu muito bem o que é resumo. Quando se trata da sua rotina na escola, você sabe resumir muito bem, né?!” E o Gui respondeu também “brincando”: “É, e você também sabe resumir quando o assunto é trabalho, resume muito bem. Quando eu ligo pra você, pode até estar discutindo com um funcionário, quando chega em casa e eu pergunto se foi tudo bem no seu trabalho, o que você responde? Foi sim, filho, tudo bem. Resumiu bastante…”
Obviamente, uma criança de 8 anos não precisa ser inteirada dos stresses do dia-a-dia de um adulto, mas o Gui já percebeu quando a frase é um resumo ou um fato. 

Viagem nas nuvens

Amo nuvens. Imagino que sejam gostosas para mastigar e que deve ser maravilhoso mergulhar na sua “fofura” e caminhar na sua maciez… Loucura? Pode ser. Ir para o céu é loucura. Morar com Jesus é loucura.   A salvação em Cristo é loucura. Por que, crendo em todas essas loucuras, não posso também crer que um dia terei tanta harmonia com as nuvens a ponto de equilibrar-me sobre elas? Por mais que isso só faça parte da minha imaginação, é confortante pensar nas nuvens, talvez porque eu goste de “viajar” nas nuvens. Elas são mesmo parte do meu consolo. 
E o que são as nuvens? Partículas de águas suspensas na atmosfera… pensando bem, que consistência tem as nuvens? Penso na consistência, por isso gosto das nuvens mais densas, pesadas, com formatos quase que sólidos. Um irreal travestido de real, mas sendo real, afinal, são mesmo nuvens! E tem mesmo consistência! Talvez não a consistência que eu conheço, mas tem a sua, a que é necessário ter.
Hum… Já voei alto demais…

Queres ser escritor?

Então queres ser um escritor?

se não sai de ti a explodir
apesar de tudo,
não o faças.
a menos que saia sem perguntar do teu
coração, da tua cabeça, da tua boca
das tuas entranhas,
não o faças.
se tens que estar horas sentado
a olhar para um ecrã de computador
ou curvado sobre a tua
máquina de escrever
procurando as palavras,
não o faças.
se o fazes por dinheiro ou
fama,
não o faças.
se o fazes para teres
mulheres na tua cama,
não o faças.
se tens que te sentar e
reescrever uma e outra vez,
não o faças.
se dá trabalho só pensar em fazê-lo,
não o faças.
se tentas escrever como outros escreveram,
não o faças.

se tens que esperar para que saia de ti
a gritar,
então espera pacientemente.
se nunca sair de ti a gritar,
faz outra coisa.

se tens que o ler primeiro à tua mulher
ou namorada ou namorado
ou pais ou a quem quer que seja,
não estás preparado.

não sejas como muitos escritores,
não sejas como milhares de
pessoas que se consideram escritores,
não sejas chato nem aborrecido e
pedante, não te consumas com auto-
-devoção.
as bibliotecas de todo o mundo têm
bocejado até
adormecer
com os da tua espécie.
não sejas mais um.
não o faças.
a menos que saia da
tua alma como um míssil,
a menos que o estar parado
te leve à loucura ou
ao suicídio ou homicídio,
não o faças.
a menos que o sol dentro de ti
te queime as tripas,
não o faças.

quando chegar mesmo a altura,
e se foste escolhido,
vai acontecer
por si só e continuará a acontecer
até que tu morras ou morra em ti.

não há outra alternativa.

e nunca houve.

Charles Bukowski

Papo sobre “Carrossel”

Gui : Mãe, você viu a mãe da Maria Joaquina? Faz tudo o que ela quer… Se um dia eles ficarem pobres… (confesso que não lembro as palavras que ele usou, mas quis dar a entender que ela não aguentaria, tipo, ia surtar! rs)
Gu: É mesmo, ela maltrata o “Ciliro” (o correto é Cirilo), joga as flores que ele deu pra ela no chão…
Gui: Até que o pai da Maria Joaquina é mais consciente que a mãe, ele até falou que se ela continuasse com preconceito contra o Cirilo, ela ia pro colégio interno.


Oito aninhos de consciência

Papai comprou 2 fichas para Gui e Gu jogarem, mas conforme eles jogavam as fichas, elas caíam num compartimento acessível, ao alcance dos meninos, que se quisessem, poderiam reutilizá-las.

– Pai, aconteceu uma coisa estranha… quando jogamos as fichas, elas caíram num lugar que dava pra gente pegar e jogar de novo…
– E você pegou, filho?
– Não pai, você não comprou só duas fichas? Então, nós só jogamos 2 vezes.

No mercado, Gui vê um biscoito aberto e observa com um tom desapontado: “Que vandalismo…”

Nem parece que só tem 8 aninhos de consciência…

Em meio as zangas do Gu…

Depois que “briguei” com ele sobre a bagunça do seu quarto, ele respondeu com alguns argumentos (com fundamentos óbvios para ele, como: “o quarto é meu”). Depois de falar e fazer uma breve pirraça, ele explodiu: “Mãe, já perdi a paciência com você! Não vou mais te dar o peugeot 207!” Ele já diz há um tempo que quer me dar um carro de presente.
Depois que passou “raiva”, ele disse: “sobre o seu peugeot eu ainda estou pensando…” 

– Gustavo, vai tomar banho! Já pedi várias vezes pra você ir tomar banho!
– Você não falou várias vezes, eu não ouvi nenhuma e eu tenho ouvido, Eu “ouvo”!! – Disse com os dedinhos apontando para os ouvidos, muito zangado…