O que vamos comer hoje?

Já estava colocando o prato de comida dos meninos quando Gustavo perguntou o que era a comida. Respondi o que era a comida. 

Ele perguntou se a minha comida seria igual a dele, eu disse sim e surpresa perguntei por que ele havia feito esta pergunta, ao que me respondeu:
– Porque você outro dia comeu a coisa boa e deu o que não era bom pra gente (referindo-se a ele e ao irmão). Você comeu o OVO e deixou a CARNE pra gente…

Tive que rir e muito! No meu aprendizado sobre alimentação até aqui, carne sempre foi melhor do que ovo…rs. Mas está aí, meu filhote, mostrando suas preferências.

Novas leituras do Gui

Guilherme pegou um livro para ler, “Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes”.
Eu meio que me posicionei contra, disse que não seria adequado para a idade dele e ele respondeu com uma citação da capa: 

“Um livro que encantará jovens de nove a noventa anos” – ele disse – Tá vendo, mãe, ano que vem eu faço nove, falta pouco tempo, não faz diferença…

A Imprensa! Que Quadrilha!

“Nada há tão parecido como o pirata antigo e o jornalista moderno: […] um faro para achar a presa e uma insensibilidade, uma ausência de senso moral a toda prova… E assim dominam tudo […] fazem com que todas as manifestações de nossa vida coletiva dependam do assentimento e da sua aprovação […]. E como eles aproveitam esse poder que lhe dá a fatal estupidez das multidões! Fazem de imbecis gênios, de gênios imbecis, trabalham para a seleção das mediocridades…
[…] é a mais tirânica manifestação do capitalismo e a mais terrível também […]. São grandes empresas, propriedade de venturosos donos, destinadas a lhes dar o domínio sobre as massas em cuja linguagem falam e a cuja inferioridade mental vão ao encontro, conduzindo os governos, os caracteres para os seus desejos inferiores […]. E por detrás delas estão os estrangeiros, senão inimigos nossos, mas quase sempre indiferentes às nossas aspirações.”

Trecho retirado do livro “Recordações do Escrivão Isaías Caminha” (1909), de Lima Barreto.

Em 100 anos, alguma coisa mudou? Quem “domina” o Brasil ainda é um “jornal”…