Primeira praia

Foi maravilhoso ver Dandara na praia pela primeira vez, com seus 16 meses. Estranhou os passos na areia, mas manteve-se firme na descoberta do novo andar, até que se sentiu à vontade para sujar o corpinho e as mãozinhas de areia e até comê-la!
Pegou intimidade rapidinho com o ambiente e interagiu com tudo. O que mais surpreendeu foi a salva de palmas que ela deu para o mar… Olhando aquelas ondas enormes, cada vez que elas quebravam e “esbravejavam” aquele barulhão, Dandara batia palmas e gritava êêê!
A pequena não queria sair da beira do mar, batia as perninhas com força e rapidez e gargalhava toda vez que a água vinha cumprimentá-la… Desceu, corajosamente, morros de areia como se estivesse num toboágua! Certamente, se divertiu muito e com muita qualidade. 
Infelizmente, a farra teve que acabar e foi um custo pra ela se conformar, depois de muitas lágrimas.

Racismo reverso existe?

Achei excelente o texto abaixo. Didático e oportuno.

Falar em racismo reverso é como acreditar em unicórnios
Não existe racismo de negros contra brancos porque este é um sistema de opressão. Negros não possuem poder institucional para serem racistas
Por: Djamila Ribeiro —

Em quase todas as discussões sobre racismo, aparece alguém para dizer que já sofreu racismo por ser branco ou que conhece um amigo que sim. Pessoa, esse texto é para você.
Não existe racismo de negros contra brancos ou, como gostam de chamar, o tão famigerado racismo reverso. Primeiro, é necessário se ater aos conceitos. Racismo é um sistema de opressão e, para haver racismo, deve haver relações de poder. Negros não possuem poder institucional para serem racistas. A população negra sofre um histórico de opressão e violência que a exclui.
Para haver racismo reverso, deveria ter existido navios branqueiros, escravização por mais de 300 anos da população branca, negação de direitos a essa população. Brancos são mortos por serem brancos? São seguidos por seguranças em lojas? Qual é a cor da maioria dos atores, atrizes e apresentadores de TV? Dos diretores de novelas? Qual é a cor da maioria dos universitários? Quem são os donos dos meios de produção? Há uma hegemonia branca criada pelo racismo que confere privilégios sociais a um grupo em detrimento de outro.
Em agosto deste ano, Danilo Gentili quis comparar o fato de ser chamado de palmito com o fato de um negro ser chamado de carvão. E disse ser vítima de racismo, mostrando o quanto ignora o conceito. Ser chamado de palmito pode até ser chato e de mau gosto, mas racismo não é. A estética branca não é estigmatizada. Ao contrário, é a que é colocada como bela, como padrão. Danilo Gentili cresceu num País onde pessoas como ele estão em maioria na mídia, ele desde sempre pôde se reconhecer. Pode até ser chato, mas ele não é discriminado por isso. Que poder tem uma pessoa negra de influenciar a vida dele por chamá-lo de palmito? Nenhum.
Agora, um jovem negro pode ser morto por ser negro, eu posso não ser contratada por uma empresa porque eu sou negra, ter mais dificuldades para ter acesso à universidade por conta do racismo estrutural. Isso sim tem poder de influenciar minha vida. Racismo vai além de ofensas, é um sistema que nos nega direitos.
Gentili com esse discurso de falsa simetria só mostra o quanto precisa estudar mais. Não se pode comparar situações radicalmente diferentes. Quantas vezes esse ser foi impedido de entrar em algum lugar por que é branco? Em contrapartida, a população negra tem suas escolhas limitadas. Crianças negras crescem sem auto-estima porque não se veem na TV, nos livros didáticos. Mesmo raciocínio se aplica às loiras que são vítimas de piadas de mau gosto ao serem associadas à burrice.

É óbvio que se trata de preconceito dizer que loiras são burras e isso deve ser combatido. Mas não existe uma ideologia de ódio em relação às mulheres loiras, elas não deixaram de ser a maioria das apresentadoras de TV, das estrelas de cinema, das capas de revistas por causa disso. Não são barradas em estabelecimentos por serem brancas e loiras. Sofrem com a opressão machista, sim, mas não são discriminadas por serem brancas porque o grupo racial a que fazem parte é o grupo que está no poder.
Há que se fazer a diferenciação aqui entre sofrimento e opressão. Sofrer, todos sofrem, faz parte da condição humana, mas opressão é quando um grupo detém privilégios em detrimento de outro. Ser chamado de palmito é ruim e pode machucar, mas não impede que a pessoa desfrute de um lugar privilegiado na sociedade, não causa sofrimento social.
Uma amiga, na infância, uma vez, não deixou que eu e meus irmãos entrássemos na sua festa, apesar de nos ter convidado, porque seu tio não gostava de negros. E nos servia na calçada da casa dela até que, indignados, fomos embora. Alguma pessoa branca já passou por isso exclusivamente por ser branca?

Muitas vezes o que pode ocorrer é um modo de defesa, algumas pessoas negras, cansadas de sofrer racismo, agem de modo a rejeitar de modo direto a branquitude, mas isso é uma reação à opressão e também não configura racismo. Eu posso fazer uma careta e chamar alguém de branquela. A pessoa fica triste, mas que poder social essa minha atitude tem? Agora, ser xingada por ser negra é mais um elemento do racismo instituído que, além de me ofender, me nega espaço e limita minhas escolhas. Vestir nossa pele e ter empatia por nossas dores, a maioria não quer. Melhor fingir-se de vítima numa situação onde se é o algoz.

Esse discursinho barato de “brancofobia” quando a população branca é a que está nos espaços de poder faz Dandara se remexer no túmulo.
Não se pode confundir racismo com preconceito e com má educação. É errado xingar alguém, óbvio, ser chamado de palmito é feio e bobo, mas racismo não é. Para haver racismo, deve haver relação de poder, e a população negra não é a que está no poder. Acreditar em racismo reverso é mais um modo de mascarar esse racismo perverso em que vivemos. É a mesma coisa que acreditar em unicórnios, só que acreditar em cavalos com chifres não causa mal algum e não perpetua a desigualdade.

~Isidro

Fonte:Viviane Silva

Retirei de uma página do Facebook chamada Africanos de Pensamento Livre: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=457230171091164&id=281061382041378&substory_index=0

Pena de morte – História hipotética


Um mulato, de cabelos castanhos, estatura média, trajando calça escura e camiseta clara, invade uma residência localizada numa rua sombria de pouquíssima iluminação.

Lá encontra uma senhora, viúva, de aproximadamente 70 anos, já se preparando para dormir após ver a novela. Arromba a porta da frente, imobiliza-a e manda-a manter-se calada. Vizinhos, passando em frente a casa da senhora, percebem movimento estranho e chamam a polícia. Enquanto isso, o ladrão vai terminando “seus afazeres”: rouba as joias, descobre onde ficavam as economias e, por fim, intencionando não ser reconhecido, com uma faca, mata a vítima.

João da Silva, biótipo de brasileiro, operário, calça jeans e camiseta clara, está retornando à sua residência, por volta das 22 horas, quase três horas após o término de seu labor. Necessitou pegar duas conduções, viajou em pé – não havia poltronas – e percorreu a pé mais de um quilômetro, distância entre o ponto final e a casa.
Já quase chegando em casa, ouve sirene de carro policial e já imagina esconder-se. Ele não tem motivos para tal, entretanto, todas as vezes em que fora parado por batida, sofreu humilhações e, até, espancamentos. Diz-se que “esse carinhoso” tratamento é comum aos mais humildes. Não obstante, a polícia segue em frente e João, mais seguro, segue o seu rumo.

Também ouvindo a sirene, o misto de ladrão e assassino foge pela porta já arrombada e corre por um terreno ermo. Os mesmos vizinhos que já haviam chamado a polícia mantiveram-se atentos e conseguiram, embora à distância e sem muita nitidez, observar os últimos e rápidos movimentos do “gatuno”.

Dois policiais continuaram na residência tentando encontrar pistas que lhe seriam de algum interesse, enquanto os outros pegaram o carro a fim de proceder a uma busca pelas redondezas. Estes, a dois quarteirões dali, avistaram João da Silva, que tinha a sua descrição coincidindo com a do assassino. A sirene foi ligada, e João correu, correu muito -traumatizado com as experiências anteriores – porém o carro era mais rápido e ele acabou sendo alcançado e preso.
João foi a julgamento e seu veredito foi de pena máxima: a pena de morte.

Maria José Ferreira Fernandes

Videoaulas

Tenho assistido videoaulas e gostado bastante da experiência. Tanto no Youtube como em sites específicos para concursos tem aulas maravilhosas, com conteúdos bem expostos por professores cheios de boa vontade e poucos impedimentos.

Os professores que se arriscam em aulas virtuais têm que ser bons, pois não adianta o aluno assistir horas de aula e ainda ficar com dúvidas, por isso, esse tipo de ensino requer muita clareza nas explicações e uma sensibilidade especial para “adivinhar” possíveis dúvidas dos alunos e esclarecê-las antes mesmo das perguntas. Os professores que tenho visto, são ótimos.

Não se gasta com transporte, não há impedimentos como chuva ou sol forte, problemas com o transporte público ou nas vias, tempo perdido na condução.

Se tem algum ponto negativo, para mim, é a disciplina, que é necessária para estudar em casa… e a necessidade de internet e energia que, se falharem, adeus aulas… Fora isso, só benefícios.

Tem gente que prefere interagir com o professor, com outros alunos, prefere o ambiente de sala de aula, o que também é legal e proveitoso e poder escolher o ambiente depende muito da situação de cada um.

Recomendo videoaulas para quem tem pouco tempo, alguma impossibilidade de sair de casa com frequência ou para quem precisa economizar. E por mais cômodo que pareça, esforço, não tem jeito, sempre teremos que fazer.

Muita bagunça!

Minha pequena não é mole, não. Bagunceira que só! Não fala ainda, preguiça, talvez – fala o nome dela, papai, mamãe e um dialeto desconhecido, bate um tremendo papo, como se entendêssemos tudo.
Pega minha mão e põe no meu peito quando quer mamar. Puxa minha perna e tenta me escalar quando quer colo. Pega minha mão e me leva pro canto que quer, senta e me convida a sentar para brincar. Nesses dias de muito calor, ela me leva até o tanque, aponta para ele e espera que entenda o recado…rs. Não tem suportado camisas e não suporta calçados… haja distração pra ela esquecer que está calçada e deixar o pé em paz.
Tem um sorriso maravilhoso, apaixonante. Já sabe dar beijos estalados e quando quer nos agradar, nos enche de beijinhos…
Descabelada, quase sempre, não deixa nada no cabelo, na maioria das vezes arranca os enfeites, laços, faixas, presilhas… só a maria-chiquinha não é desfeita, porque aperto bem.
Não para quieta, quer ficar andando pela casa toda o tempo todo, e acompanhada…