Relatos de uma operária sem noção

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Primeiro dia como funcionária de um supermercado:
Cliente nervoso:
– Minha filha fala rápido onde posso trocar esse frasco de detergente estourado?
Funcionária uniformizada:
– Não sei, senhor. Pergunte a alguém do mercado…
Cliente mais nervoso ainda:
– E você é o quê?

Primeira semana de trabalho após retorno da licença maternidade:
Atendente de telemarketing:
– Meu nome é “tal”, com quem eu falo e em que posso ajudar?
Cliente fala sem parar, nervosamente, explicando o problema com sua linha telefônica.
Atendente cochila do nada.
Cliente grita e xinga horrores, perguntando se ainda tem alguém na linha.
Atendente desperta assustada:
– Meu nome é “tal”, com quem eu falo e em que posso ajudar?
Cliente:
– Tudo de novo??!!! É uma piranha!

Funcionária, navegando na internet, evangelizando em bate-papo, é chamada à sua missão por seu superior e responde:
– Só um instante, já respondo! O cara aqui (com quem estava “teclando”) é satanista, tô quase lá…

Dia 109 – Desafio 20 quilos em 20 semanas

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Semana 15.
81,15 Kg

Estou há pouco mais de uma semana abstendo-me de pães, arroz e demais carboidratos e doces.
Eu consumia pão integral ou francês, tapioca com maior frequência que os outros e arroz praticamente todos os dias, pelo menos no almoço.
Simplesmente amo arroz! E pão, farofa e feijão… Por mais que em pouca quantidade, tava rendendo mais uma manutenção de peso do que perda…
De pouco mais de uma semana pra cá, abandonei quase que totalmente esses alimentos.

A ansiedade tem diminuído, o tempo de aeróbicos também. Já não preencho mais o aplicativo de pontos, por já ter uma noção de quantos pontos corresponde cada alimento.

Com as festas de fim de ano se aproximando, acho que é melhor equilibrar agora, porque certamente, não deixarei de comer, por mais que em menor quantidade.
Um exemplo é o panetone que, simplesmente amo demais e só como duas vezes por ano! Super hiper calórico um pedaço apenas! Rabanadas… Nem conto quantas calorias tem… Arroz incrementado, cheio de coisa gostosa dentro – exceto passas! – e doces variados. Fora a farofa e salada de maionese, que amo muuuiiito!

Bem, não serão dias fáceis, mas passarão… E o ritmo comum do trivial vai continuar, a vida, a luta, a rotina. Tudo voltará ao que chamo de normal. Então, que eu me divirta :-D!

Leituras e sentimentos

mulhernegra

Interesso-me demais por história. Brasileira, mulher negra, busco entender os primórdios, nossa caminhada até aqui. Tenho lido livros que retratam um pouco do Brasil Império. É impressionante como me sinto excluída da história contada.

Como mulher, a submissão absurda a que fomos submetidas, sem direitos, sem vontades, tivemos que “aproveitar” as chances de um bom casamento, dinheiro e nome. Sermos boas esposas para não perder os “privilégios”, lutar com unhas, dentes e muitas artimanhas e manipulações para nos manter como a “oficial”, não permitindo que nenhuma amante ultrapassasse o limite das “aventuras” masculinas.

Coloquei no plural o parágrafo acima porque também sou mulher, mas sinceramente, isso acontecia entre as mulheres brancas. As narrações da época imperial tratam de mulheres brasileiras vindas de famílias europeias e as próprias europeias que aqui viviam.

As mulheres negras eram as escravizadas, totalmente oprimidas, usadas, tratadas de forma descartável, como coisa, objeto, nem pra ostentar serviam,  a não ser que fosse como bem material, como posse para evidenciar a riqueza e poder do “senhor”.

Não tinham direito a perfumes, joias, roupas decentes, camas confortáveis, boa alimentação. Não davam ordens, não tinham direito à família, seu marido e filhos poderiam ser mortos ou vendidos a qualquer momento e por qualquer motivo, bastava um “senhor” querer. Mulheres brancas sim, por mais tristes que fossem – e deviam ter mesmo uma vida desgraçada – ainda podiam se banhar, dormir, comer e curtir seus filhinhos sem medo de perdê-los por qualquer motivo banal.

A mulher negra não tem sua história contada no Brasil, há que se caçar pesquisas, historiadores, pessoas dedicadas a assuntos específicos relacionados a população negra para termos uma noção, pequena que seja da nossa identidade.

Bem sei que mulheres negras são fortes, ousadas, corajosas. Rainhas e princesas de dinastias africanas. Lideranças proeminentes. Sei, mas não sei detalhes. Observando e pesquisando, aos poucos vamos descortinando a visão.

Caminhos femininos, mas diferentes.

(imagem encontrada via Google)

Fofocas do Império – parte 1

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Vista da quinta com o Paço de São Cristóvão por volta de 1820. Retirada da Wikipedia.

Li um romance da Sonia Sant´Anna, Leopoldina e Pedro I. Por curiosidade, li também A Marquesa de Santos, escrito na década de 20. Atualmente, leio 1808.
Todos falam sobre a vida na corte, no tempo do império, em mil oitocentos e lá vai. Parece longe, antigo, velho, mas não há nada mais atual! Impressionante a nossa capacidade de mudar não mudando, de construir museus de novidades. Sinceramente, não sei se a esperança aumenta ou diminui diante do conhecimento da história com sua evolução inevitável e diante do ser humano que não quer saber de história e praticamente, não evolui. Ah, mas tem os que querem saber de história e se aproveitam dela pro seu bel prazer.

Bem, resolvi me divertir com os “causos” – alguns nada divertidos – citados nos livros, que por mais ficcionais que alguns sejam, têm um fundo, lateral e frente de verdade… o conteúdo, de repente é que precisaria ser aprimorado nos detalhes…

Leopoldina era princesa da Áustria, curiosa, estudiosa, inteligente, mas infelizmente, obediente… como todas as princesas ou maioria, teria que servir ao seu marido e a seu país… Mais balela não há.
Esta jovem foi enganada por um dos assessores da corte – não recordo o título correto nem o nome do ser a que me refiro – a vir para o Brasil e casar-se com Pedro I, aproveitando-se da curiosidade e interesse da moça pelo Brasil e suas riquezas naturais, como fauna e flora abundantes.
Diante da possibilidade de casar-se com um velho obeso e feio qualquer e ainda por interesses entre os reinos de Áustria e Portugal, a menina se animou a casar-se com Pedro I, jovem e bonito.
A princesinha sonhava com seu príncipe, com seu amor… desfalecia só de pensar em quando veria seu amado, pois casou-se mesmo antes de conhecê-lo pessoalmente, conhecendo-o apenas por foto/pintura.
Em contrapartida, Pedro, no auge de sua juventude, um malandrinho da corte, um “bon vivant” irresponsável, queria curtir a vida e desfrutar dos prazeres da juventude, com mulheres e aventuras mil, sem limites, incontáveis! Estava, na verdade, se lixando para casamento, queria a liberdade dos jovens sem compromisso com a coroa e a família real, porém desfrutando dos privilégios que esse vínculo lhe proporcionava.
Mas teve que casar, para o bem e a paz da família real e dos interesses das cortes europeias envolvidas no negócio, sim negócio e somente isso.

Quando Leopoldina chegou ao Brasil, feliz da vida e cheia de sonhos, logo viu que não era tudo aquilo que pensava. No início foi interessante, mas depois, Pedro foi mandando embora aqueles que amparavam a princesa por aqui, até deixá-la sozinha e sem amigos. Vivia na esbórnia com suas amantes enquanto a esposa, em casa, sofria por não ter o amor de seu amado. Ambos eram jovens quando se casaram, menos de vinte anos.
Pedro curtia sua juventude e Leopoldina em casa, ficava com os filhos e comia, comia…
Chegou a viver só, praticamente sem marido, pois este, construiu e aparelhou praticamente um palácio para uma amada amante, bem pertinho de sua casa, onde fazia festas, bebia, transava e se divertia com amigos.

A Imperatriz Leopoldina morreu jovem, aos 29 anos, triste, perturbada e abandonada em seu palácio, devido a uma hemorragia e complicações num parto. Já havia dado a luz 7 filhos e filhas.

(O texto vem carregado de impressões minhas, apesar de baseadas nas leituras. Não sou chegada a fofocas, mas cedi às “curiosidades” em se tratando dessa corte horrível, mexeriqueira e exploradora. Ô herançazinha ruim que ficou por aqui…)

Dia 92 – Desafio 20 quilos em 20 semanas

Dia 92. Semana 12.
82,80 kg.

balanca-tranquilaPassou voando da quinta para a décima segunda semana!
Tenho me conformado em apenas conseguir manter o peso… Sair para passear, viajar, visitar e receber amigos estando em restrição alimentar é torturante para quem gosta de comer. Ô sofrimento ruim!!

Estava mantendo uma certa constância nos exercícios, mas vieram as férias de um dos filhotes e minha rotina desandou… Tudo que sai do script perturba um pouco e para encaixar uma nova rotina, pra mim, é complicadinho pacas.

Fiquei uma semana sem ir à academia, antes disso, saí algumas vezes, fiz comidas diferentes, lanches para as crianças, recebi amigos e visitei também. Viajei. É, não foi, nem tem sido fácil… As festas de fim de ano estão batendo à porta e o desespero também!

Mas, sendo bem sincera, não tenho me sentido culpada, nem ficado ansiosíssima. Tenho aprendido que o processo de emagrecimento, pelo menos no meu caso, pode não ser tão fácil quanto eu imaginei. Na verdade, eu não imaginei que seria fácil em momento algum, mas é ainda mais difícil do que pensei!

Já estou feliz com a perda de cinco ou seis quilos e por pelo menos não engordar tudo de novo.
Não esqueço do meu compromisso, mas não quero ser dominada por isso.

Aparentemente, meu desafio já babou, pois de acordo com a semana, eu já deveria estar com pelo menos onze quilos a menos, estou atrasada em seis quilos! Mas vou seguindo. Ainda faltam quinze no total e vou alcançar os 67 kg, ah se vou!!