Sobre black blocs e política

Desde que a sequência de manifestações começaram aqui no Brasil, vários “analistas” vêm emitindo suas opiniões sobre vários aspectos. Uns falam com propriedade, outros são muito superficiais, outros manipulam informações intencionalmente e outros falam mesmo é muita bobagem!
Gostei do texto do Bruno Fiuza sobre black blocs, grande “mistério” das manifestações.
Segue link: http://www.viomundo.com.br/politica/black-blocs-a-origem-da-tatica-que-causa-polemica-na-esquerda.html

Internação na Maternidade AMIU Jacarepaguá

Resolvi escrever sobre minha internação na Amiu de Jacarepaguá pensando na pouca informação que consegui na internet e as que consegui, em sua maioria foram superficiais porque, infelizmente, a maternidade não tem um site. Eu tentei buscar o máximo de informações possíveis durante a gravidez, pois me internaria neste hospital.
Começo dizendo a nota: 3,5 de um total de 5.
A recepção é boa, nos atenderam bem. O hospital em geral, é limpo, os corredores são estreitos, quartos pequenos, mas com espaços muito bem organizados. Não fui à enfermaria, mas ouvi dizer que é espaçosa e tem uma grossa cortina dividindo os leitos, o que dá maior privacidade.

No banheiro do quarto onde fiquei, a cortina do box não ia até o chão, o que causava uma tremenda molhadeira a cada banho; isso foi muito incômodo, pois depois do banho tínhamos que solicitar alguém da limpeza para secar o banheiro.
Num momento importante, precisamos de alguém da limpeza e a pessoa demorou um bocado – talvez por causa da demanda, porque todas as serventes limparam e/ou secaram tudo direitinho.

O colchão da cama era meio desconfortável para quem tinha acabado de passar por um cirurgia e estava sem mobilidade no corpo, tendo que ficar muito tempo na mesma posição. Meu quadril doía um pouco às vezes e quando perguntei sobre a possibilidade de trocar o colchão, nada feito. Porém, a altura do colchão deve ser padrão hospital, pois já estive em hospitais em que percebi o mesmo problema. Ainda tem o agravante que são os colchões gastos, ficam mais finos e desconfortáveis principalmente para os/as pesadinhos/as, que era o meu caso.
E o controle da cama estava com mau contato. Depois descobrimos um “macete” e ele funcionou bem.

Acompanhante paga a comida, almoço e jantar, café da manhã é por conta do hospital. O valor era de R$ 13 por refeição, nada barato para uma comida de hospital…

Contudo, para o paciente a comida era ótima – eu achei! Bem temperadinha, saborosa.
E as refeições chegavam no quarto no horário certinho.
Também gostei do café da manhã, não tinha fruta, mas tinha pão, biscoito, torrada, geléia, manteiga, um tipo de requeijão, café, leite e iogurte.

As técnicas de enfermagem foram, quase todas, super atenciosas e pacientes, não tenho o que reclamar delas.
Sobre a equipe médica do hospital não posso emitir opinião, pois minha médica e sua equipe, não são fixas do hospital e não tive contato com nenhum médico de plantão.

No geral, a maternidade é muito boa porque possui um bom centro cirúrgico e UTI neo-natal, que é um diferencial.

Um ponto legal também é que antes de internar-se, a interessada pode ir lá conhecer as dependências do hospital e tirar suas conclusões.

Recomendo.

Leituras e mais leituras

Acabei de ler “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”, de Lima Barreto. O livro foi escrito há 100 anos e mesmo assim, vi o hoje nessa leitura. 
Meio triste, mas denunciador da hipocrisia, dos jeitinhos, do preconceito, dos interesses escusos. Gostei do livro e gostei de Lima Barreto. 
Não havia me interessado antes por esses clássicos da Literatura Brasileira, mas como amante das palavras, não pude fugir desse tipo de leitura, o que ajudou-me a sair um pouco da fissura por teologia para outras viagens. Porém, em se tratando de pessoas contando histórias e histórias de pessoas, volto sempre à Teologia, ou nunca saio dela…
Bem, acho mesmo que não vou gostar é do Nelson Rodrigues. Melhor eu dizer isso (ou não) depois que lê-lo, minha opinião agora é puro pré-conceito… (rs).

Para cabelos (1)

Há algumas semanas ando pesquisando sobre cabelos crespos/cacheados, como o meu. Isso porque os fios brancos chegaram e resolvi dar um “up” no visual, bem de leve, pois ainda sou resistente a gastar muito com cabelos e me tornar escrava de salões e super produções.
Segundo informações obtidas em minhas pesquisas, o melhor tipo de tintura é o tonalizante, pois não tem amônia, o que agride menos os fios e ainda pode ser aplicado em cabelos quimicamente tratados com relaxamento, alisamento ou permanente. 
Descobri também que o tonalizante mais recomendado é o Color Touch da Wella. A linha Básica deste tem bastante variedades de cores e “esconde” em até 50% os fios brancos. A linha Plus cobre em até 70% os fios brancos, mas tem bem menos cores disponíveis. 
O tonalizante não serve para clarear o cabelo – em caso de clareamento, só tinta – e deve ser usado a cada 30 dias, pois ele é menos duradouro que a tinta e vai saindo com as lavagens e por isso, já sei que terei mais esta tarefa fixa em meu calendário… 
Depois de concluir que já havia conseguido informações suficientes sobre tinturas para cabelos crespos e/ou cacheados, fui à luta. 
Comprei o Color Touch, o código da cor/tom foi 6/77, é um castanho escuro. Comprei duas embalagens e preparei as duas achando que por meu cabelo ser muito volumoso iria usar tudo. Engano meu… uma embalagem e meia, talvez até uma daria para utilizar no cabelo todo! Joguei muita mistura fora. Mas, como sou marinheira de primeira viagem, vale os erros.
O processo foi o seguinte: lavei os cabelos com xampu e desembaracei, não passei condicionador. Dividi as madeixas em quatro partes e fui aplicando o produto com um pincel específico pra isso. Como foi a primeira vez que usei, passei no cabelo todo, mas nas outras é só retocar a raiz e distribuir o resto no comprimento, só para dar um brilho a mais (isso eu também ouvi em algum dos vídeos que assisti durante minha pesquisa… rs).
A instrução da embalagem é de que o produto deve ficar no cabelo de 15 a 20 minutos. Eu deixei 45… também ouvi essa dica, mas confesso que não sei se fez diferença. Também envolvi a cabeça com papel alumínio com a parte mais brilhosa para dentro. Isso não está na instrução de uso, mas há dicas…rs.
Na hora de tirar, é só dar um bom enxágue e após, uma boa hidratação com um bom creme. E ficou muito bom!
Não ficou nada diferente da cor natural, só deu mais brilho e vida na aparência seca e opaca que tinha e disfarçou os fios brancos que ficaram meio loiros, mas são bem pouquinhos ainda…
Porém, agora, terei que hidratar o cabelo com frequência, pois por mais que o tonalizante não seja tão agressivo, não deixa de ser química e me obrigará a cuidados especiais, caso contrário, meu cabelo ficará igual a palha de aço!

Arroz Branco – Existe vida além do “Tio João”

Gosto de recomendar coisas que deram certo comigo, por isso, recomendo para quem tem dúvidas se é bom ou não, o arroz branco “Carrefour Discount”. (Bem que podiam me pagar pela propaganda..hehehe)

No Carrefour, foi o mais barato que encontrei – embalagem com 5kg, mais ou menos R$ 8 – e gostei muito. Fica soltinho e saboroso. 
Faço sem lavar, graças às minhas amigas Larissa e Queli! rs. Inclusive, a lavagem do arroz nem faz parte da orientação “como fazer” que vem especificada na embalagem…

Um século de “capital” puro na veia!

“- Que são dez ou vintemil contos que o Estado gaste! Em menos de cinco anos, só com as visitas dos estrangeiros, esse capital é recuperado… Há cidade no mundo no mundo com tantas belezas naturais como esta?
[…] Esforçavam-se por obter as medidas legislativas favoráveis à transformação da cidade e ao enriquecimento dos patrimônios respectivos com indenizações fabulosas e especulações sobre terrenos. […] Queriam também uma população catita, limpinha, elegante e branca.”

O trecho acima foi retirado do livro “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”, de Lima Barreto. Escrito há 100 anos. Alguma semelhança com o projeto de governo do atual prefeito do Rio de Janeiro?
Expulsa-se os pobres, vende-se a cidade aos estrangeiros às mega empresas e ganha-se bastante dinheiro. Será que esse é o tipo de cidade que queremos? O que a população ganha realmente com isso? Será que isso é progresso? À custa da exploração de pessoas e de dinheiro público?
A mim este modelo de cidade não agrada. Quero inclusão, dedicação do governo ao povo para a longo prazo termos uma população menos desigual.

Não, não quero vender meu país nem minha cidade, Sr. Prefeito!

Um Contador de Histórias que não é só mais um.

Tenho assistido as entrevistas desse cara, Roberto Carlos Ramos, admirável.

Gostaria de falar muitas coisas sobre minha leitura a respeito do que ele diz e vive, mas tudo que eu disser será superficial. Melhor ouvi-lo.
Fico pensando sobre como somos maus. Por que não queremos solução? Muito pelo contrário, criamos muito mais problemas e cada vez maiores.

A Imprensa! Que Quadrilha!

“Nada há tão parecido como o pirata antigo e o jornalista moderno: […] um faro para achar a presa e uma insensibilidade, uma ausência de senso moral a toda prova… E assim dominam tudo […] fazem com que todas as manifestações de nossa vida coletiva dependam do assentimento e da sua aprovação […]. E como eles aproveitam esse poder que lhe dá a fatal estupidez das multidões! Fazem de imbecis gênios, de gênios imbecis, trabalham para a seleção das mediocridades…
[…] é a mais tirânica manifestação do capitalismo e a mais terrível também […]. São grandes empresas, propriedade de venturosos donos, destinadas a lhes dar o domínio sobre as massas em cuja linguagem falam e a cuja inferioridade mental vão ao encontro, conduzindo os governos, os caracteres para os seus desejos inferiores […]. E por detrás delas estão os estrangeiros, senão inimigos nossos, mas quase sempre indiferentes às nossas aspirações.”

Trecho retirado do livro “Recordações do Escrivão Isaías Caminha” (1909), de Lima Barreto.

Em 100 anos, alguma coisa mudou? Quem “domina” o Brasil ainda é um “jornal”…

Você é arrogante?

Dogville. Um filme espetacular. Eu gostei, mas quem gosta de imagens dinâmicas, não assista, é paradão e reflexivo.
É claro que a pergunta no título é muito simplória para resumir o filme, mas como não sou especialista no assunto, fico com o mais simples para não me complicar.
Ah, humanos… tão (im)previsíveis.