Recordações

fredvilma

Lembrei de quando, no início do nosso casamento, no primeiro ou segundo mês, meu preto saiu do trabalho, encarou horas no ônibus de volta pra casa e ainda foi ao mercado. Foi fazer compras. Acho que eu não fui junto para não gastarmos muito dinheiro de passagem.
Ele foi… Levou uma bolsa de napa, bem grande, que estava perdida entre nossas poucas coisas. Fez as compras no mercado e voltou… Voltou com a bolsa nas costas – estilo Papai Noel, pois ela tinha meio que o formato de um saco – com nossa comida dentro: arroz, feijão, açúcar, leite, óleo, “misturas”, como dizia minha avó. Lembro que estava pesada, lembro dele cansado, pois voltou a pé para economizar a passagem, andou por volta de meia hora. Estava cansado, mas estava sorrindo, feliz por poder trazer nosso alimento.
Boas lembranças… nossas histórias…

Bodas de Estanho ou Zinco

“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.” Gênesis 2.24


10 anos de casados! Completamos em 23 de junho deste ano. Ainda lembro do milagre do casamento de uma quase jovem… Tanta ansiedade, tanta imaturidade, tanto amor, tanta dor (até rimou!).

Lindo ver como crescemos, como nos conhecemos, como aprendemos a viver juntos, separados, em grupo de desconhecidos, em grupo de amigos, como aprendemos as defesas e as acusações, a fachada e o interior, a liberdade e a privacidade… Tanta coisa! Impressionantemente, sempre juntos.

O mais importante de tudo isso é o que não aconteceria sem tudo isso: o viver com Deus e compartilhar nosso casamento com Ele. Isso sim, foi a maior aprendizagem, o maior desafio e a melhor conquista. Detalhe que essa conquista deve ser conquistada todos os dias, não acaba em vida, é constante, até que a morte nos separe.

Te amo, neguinho. Tomara ainda tenhamos, pelo menos, mais 7 bodas de 10 anos e bem brilhantes, em nome e por amor de Jeus.

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