Um Contador de Histórias que não é só mais um.

Tenho assistido as entrevistas desse cara, Roberto Carlos Ramos, admirável.

Gostaria de falar muitas coisas sobre minha leitura a respeito do que ele diz e vive, mas tudo que eu disser será superficial. Melhor ouvi-lo.
Fico pensando sobre como somos maus. Por que não queremos solução? Muito pelo contrário, criamos muito mais problemas e cada vez maiores.

Você é arrogante?

Dogville. Um filme espetacular. Eu gostei, mas quem gosta de imagens dinâmicas, não assista, é paradão e reflexivo.
É claro que a pergunta no título é muito simplória para resumir o filme, mas como não sou especialista no assunto, fico com o mais simples para não me complicar.
Ah, humanos… tão (im)previsíveis.

Descobrindo o Cinema como Arte


Assisti o filme ‘A Árvore da Vida’. Não entendi nada. No início, achei interessante, drama, como indicado na capa, depois comecei a ficar com dor de cabeça de tão confuso que ficou pra mim.
Terminado o filme, minha sensação foi de frustração. Admirei as imagens, a atuação das crianças e mais alguns detalhes de música e som, mas vi cenas desconexas e uma história meio sem pé nem cabeça…
Tive que pesquisar para diminuir o desgosto e pelo menos tentar entender o filme. Busquei algumas críticas, a maioria positiva, mas continuei sem entender. As críticas negativas são “pobres” como a minha, de gente que não gostou porque não entendeu.
Encontrei algo maravilhoso, uma informação nova e muito bem fornecida através deste texto que tenta explicar como assistir o filme citado aqui.
Descubro então, que cinema é uma arte de verdade, não estando restrita a boa atuação de atores ou efeitos especiais, é muito mais sublime porque de alguma forma retrata a alma de quem está por trás, o diretor, por exemplo. A partir disso, posso assistir filmes com outra visão que não seja reduzida ao entretenimento.
Transcrevo algumas frases que foram muito esclarecedoras:

“Não sabemos ver cinema como arte”
“O cinema deixou de ser uma arte relacionada à imagem e à imagem no tempo e se tornou teatro filmado.”
“Não há pecado em assistir a um filme por pura diversão. Mas não é inteligente utilizar o entretenimento como critério final de julgamento da arte.”
“Se você sabe ver um filme como arte e não gostou de Tree of Life, isso não se aplica a você. É perfeitamente adequado desaprovar de forma inteligente uma obra de arte. Mas infelizmente isso não se aplica à maioria do público brasileiro.”
“Para superar o incômodo da ausência de linearidade o expectador precisa saltar da atitude naturalista para uma atitude poética, e explorar as analogias e conexões estéticas entre as partes aparentemente “soltas” do filme, exatamente como na poesia escrita. A diferença é que a poesia agora é feita de imagens e narrativas.”
“Outro ponto importante é que o filme é completamente autoral. Quase sempre, quando vemos um filme, ficamos impressionados (ou não) com a atuação dos atores.  O filme não pretende pôr à frente o ator, a atuação, nem ser fiel a uma narrativa escrita anterior, mas exprime a interioridade do diretor, sua experiência do mundo e sua percepção poética das coisas. “

Nunca sequer prestei atenção em quem era o diretor, a não ser Steven Spielberg… 
Realmente, eu não sei assistir filmes como verdadeira arte. Como nunca é tarde para aprender, posso/podemos começar agora!


Link do texto citado: http://ultimato.com.br/sites/guilhermedecarvalho/2012/03/30/como-assistir-a-arvore-da-vida-de-terrence-malick-3/