Por que não viver de romance?

Parece meio irreal, talvez seja realmente, viver de romance, viver de amor… Por que não dá? Amor implica decisão, atitude, compromisso, empatia, respeito, cautela, esperança, etc. Por que não dá pra viver assim? Por que temos que viver a falta de amor, a mentira, o “jeitinho”, a dúvida, o medo, a incerteza?

Ah, humanos… Só Jesus para nos amar assim!!

Qual o problema do saudosismo?

Me causou muita curiosidade quando percebi, ao ler algumas reportagens, artigos e outros textos em que os autores que se referiam ao passado iniciavam com a frase “não sou saudosista, mas…” Acho que não consegui entender ainda o que é saudosismo, porque não entendo que mal há nele para que as pessoas não o aceitem!
Se saudosismo for ficar preso ao passado e desprezar o novo de todas as formas, não é realmente saudável, traz tristeza e perturbação, mas se for “saudar” o que já passou lhe dando o respeito devido, não vejo problema algum. Recordar é viver sim! Lembranças também nos trazem esperança, traz sorriso nos lábios, gargalhadas e até lágrimas que podem ser curtidas sem frustração.
Não sei, não, talvez eu seja saudosista, gosto de voltar, de ver de novo, sentir de novo coisas boas, claro! coisa ruim, tanto no passado como no presente, devem ser ignoradas. Tá, não vou dizer que aceito as novidades assim tão fácil, geralmente elas passam por uma análise, são pesadas na balança e aí então, aceitas ou não e mesmo quando não, mais tarde, provavelmente serão.
Conosco: “triste berrante” que me fez pensar sobre saudosismo e me fez lembrar a novela Pantanal que, dessa posso dizer: não tem igual! (aos que nasceram de 1981 para traz)




Relação de fantasmas!

Esses sites de relacionamento não tem relacionamento nenhum! Que saco essas coisas superficiais… Claro, dá pra manter umas conversas engraçadas, mas mesmo assim, não é nem de longe um contato satisfatório, pelo menos pra mim. Eu gosto de ver o sorriso :)), ouvir os risos =D, secar as lágrimas e chorar junto =(.., gosto do abraço, do cheiro, do toque, dos beijos estalados nas bochechas, nas testas! Gosto de gente de verdade!
Talvez o e-mail seja o menor dos piores, pois como ainda é um “correio eletrônico”, só são enviadas mensagens pessoais, se realmente quisermos dizer algo à outra pessoa, só escrevo uma carta a quem quero dizer algo.
Tudo bem, cada um vê e sente os prós e contras de acordo com sua vivência e pontos de vistas e “sentidas”, mas eu tô fora! Volto ao telefone, pelo menos dá pra ouvir as lindas vozes do outro lado e se emocionar, dá pra orar, pra rir e conversar.
Essas conversas superficiais momentâneas tem me deixado com medo, medo de falar, de comentar, de não compartilhar… e não compartilho mesmo! Que tanta gente é essa que eu conheço? Eu não conheço!
Tentei manter-me conectada por conveniência e porque é bom acompanhar certas notícias, certas famílias… mas não consigo só acompanhar, quero participar e não dá pra participar… aí dá pra pirar!
E esse blog?! Li que isso é um “diário online”… haja… pra que que eu escrevo aqui? Se esse fosse meu diário…rsrs. O bom é que aqui, perde ou investe tempo que quer!
Tudo meio louco, detesto escrever assim de qualquer jeito, mas estou meio com raiva… meio… sei lá, acho que meio “tanto faz”. Aí, lê quem quiser, comenta quem quiser, se eu quiser eu publico, se eu não quiser não publico, se ninguém ler tá bom, o importante é que eu vou ler depois e provavelmente vou rir e até me arrepender de ter deixado esse texto pobre no meu blog, mas falando a verdade, acho que ele não será o único.

Ai, ai, porque eu tenho que levar tudo tão a sério?? até o que não é sério?? Argh!!!

O que eu não posso abraçar

Refletindo sobre o que gosto, o que gostaria e o que tenho que fazer, pensar, planejar, administrar e tantas outras ações, atitudes e sei lá mais o quê, fico triste, angustiada, choro, e fico triste denovo… Mas fico muito, muito feliz por perceber a eternidade que há em mim! É impossível pra mim, viver do jeito que quero ou espero, “abraçando” tudo e todos e compartilhando tudo com, pelo menos, a maioria.
Acabo de ler um post do meu irmãozinho Filipe sobre mais uma Madrugada do Carinho e lembrei de uma reflexão que me consome um bocado quando volta à minha mente: porque não sou durante o dia o que sou na madrugada?
Durante as Madrugadas do Carinho, nenhum mendigo, drogado, abandonado, meliante, prostituta ou qualquer outro tipo de pessoa passa despercebido diante de mim e do grupo que acompanho, estamos ali para servi-los, para amá-los e respeitá-los, cremos (ou pelo menos professamos isso) que essas pessoas podem, caso queiram, ser libertas por Jesus, Salvador de todos os que O confessam com a boca e crêem em seus corações (Romanos 10.9,10).
Madrugadas no Centro da cidade do Rio, Central do Brasil, horário aproximado: 1h às 4hs. Amo este trabalho, amo tanto que não concordo que seja feito apenas nas madrugadas, pelo menos por mim.
De dia, minha vida “normal”, trabalho no Centro e passo por mendigos, drogados, abandonados, prostitutas e etc, diariamente passo por eles e elas e eles e elas passam por mim. Não abordo essas pessoas, não paro para falar com elas, para cumprimentá-las, para servi-las, para oferecer-lhes uma palavra de carinho, uma proposta diferente de vida, a vivida em Jesus. Me sinto estranha com isso, ainda me falta equilíbrio para administrar esse sentimento, desejo ser o que sou na madrugada em tempo integral.
Tudo bem, é óbvio que, tenho alguns minutos de almoço, interagindo com a população de rua como nas madrugadas, o estado em que voltaria para o trabalho pediria banho e descanso, oração e reflexão… Impossível! Sou paga para produzir no que me compete e tenho que honrar o meu Deus exercendo bem a minha função no trabalho que, creio, Ele me deu.
Me sinto estranha, pois isso parece uma reclamação. Não gostaria de reclamar.
Transfiro meus desejos para minhas orações, meu Deus eterno e maravilhoso pode fazer o que não posso, o que não sei, o que nem imagino, mas sinto, sinto algo que transcende a mim, algo que me torna tão pequena que me faz adorar, me faz ajoelhar, render-me a esse Senhor tão poderoso e eterno, que não sei como ainda me considera importante e sendo agente do seu poder maravilhoso!

Ah, Senhor, abraça este povo, que tanto quero abraçar e não consigo, sou limitada demais, meus “braços” são curtos demais e acho que, justamente, para que possam ser completos nos teus que, creio, completarão os “abraços” movidos pela oração, para a glória Tua, somente tua! E felicidade daqueles que te amam e daqueles que passarão a te amar.

E se…

A figueira não floresce
Não há fruto na videira
O produto da oliveira mente

Rios, campos não produzem
O curral está vazio
O aprisco está deserto

Tudo isso se passando e o profeta mesmo assim vai se alegrando em Deus

Mas e se fosse comigo
Pra quê mesmo que eu vivo
Onde está minha alegria?

E se a dor for minha sina
Será que ainda faço rima
Canto alegre a melodia?

E se eu perdesse tudo será que contudo me alegraria em Deus?

Eu quero ser, não quero ter
Eu quero crer, não quero ver

Que minha alegria seja tão somente me lembrar de Ti, meu Deus!
Viver e só de Ti viver
Morrer ansioso por te ver
É minha oração
É assim que eu queria ser

(Stenio Marcius) 
Minha oração, Pai. É assim que eu quero ser!

Ser o que se é ou o que é preciso ser?

Nesses tempos tão ativos de humores aflitivos,
Ser o que se é ou o que é preciso ser?

Nesses dias tão carentes de amor e boas sementes,
Ser o que se é ou o que é preciso ser?

Nessa vida tão “in”grata, tão breve e tão agitada,
Ser o que se é ou o que é preciso ser?

Com a mente tão cansada, sonolenta e desanimada,
Ser o que se é ou o que é preciso ser?

E o corpo desgastado, dolorido e pesado,
Ser o que se é ou o que é preciso ser?

Preciso é ser do jeito que é preciso para obter o que é preciso…

Ser o que é preciso ser para ser feliz!

Eu a e política: estamos nos conhecendo…

O Analfabeto Político

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e o lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.
(Berthold Brecht)
– retirado de: http://www.planetaeducacao.com.br –

Pois  é, durante muitos anos posso dizer que fui uma analfabeta política, apesar de ter uma noção de que uma má administração política geraria “coisas” e “pessoas” ruins, sempre ignorei política alimentando desprezo pela grande maioria dos candidatos. Desde os 17 anos, quando comecei a votar, perguntava a minha mãe – super mulher, politizada, militante de esquerda – em quem ela iria votar e votava nos mesmos candidatos dela, acho que essa postura, na verdade, era cômoda, ela que conhecia os candidatos, ela acompanharia seus mandatos e os cobraria… e eu, nada faria! Ela mandava eu “me ligar”, mas eu não ouvia…

Nas últimas eleições, a revolta aumentou (na verdade entortou, porque não teve o efeito correto!) e eu danava a anular voto, ao invés de procurar um(a) candidato(a) decente, coloquei todo mundo no mesmo saco e desperdicei a chance de dar meu voto a quem, talvez, mesmo que não vencesse, teria esperança em continuar na jornada lutando pelas causas do povo.

Hoje, ando lendo, pesquisando, conversando… ainda pouco, mas pelo menos estou me mexendo! E já tenho candidatos e candidatas à presidência e deputado estadual. Faltam somente 13 dias para as eleições, ainda faltam 2 candidatos(as)…
Até que esse novo procedimento me deu uma pontinha de esperança, agora, caso vençam, espero acompanhá-los em seus “trabalhos”, já que estão ali servindo ao povo, inclusive a mim!

Como cristã, sinto-me na obrigação de dar atenção a este mundo em que agora habito, amá-lo e cuidá-lo, esperando sempre uma melhora, mesmo que pequena, mesmo que lenta, não sei quando será o fim desse tormento, mas enquanto estiver aqui, devo somar para mim, para os meus, para o próximo.

Que o Senhor dê sabedoria aos seus e que oremos rogando por momentos de paz a este mundo, paz que não vem de manifestações hipócritas, mas de Deus! Bastaria cada crente em Jesus fazer sua parte bem feita e pronto, grande parte dos problemas estariam sanados… Pelo menos uma parte bem feita: o voto, já é um bom começo.

Difícil é encontrar uma amizade de “gente” assim…

Difícil é encontrar

Alguém que possa me abraçar, chorar comigo, me dar bons conselhos sem me julgar, sem falar de mim a outros, sem analisar meu comportamento sob o seu.
Encontrar alguém que ouça minhas loucuras, que ore e ore por mim, que chore também, por mim. Alguém que eu possa falar quem sou de verdade, alguém que me ouça com atenção, que me ensine, que seja paciente com minha lentidão no aprendizado, mas acredite que sou capaz de aprender.
Encontrar alguém que caminhe comigo quantas milhas forem necessárias, que entenda quando eu estiver zangada, que zangue comigo também, mas que, nem por isso, me despreze.
Encontrar alguém que me diga a verdade sem querer me agradar, mas que mesmo assim eu perceba em suas palavras e olhos o amor. Alguém que ame amar!
Alguém que não seja virtual, mas real, leal e sincera!
Alguém que sonhe com o grande dia, que sonhe com nosso Pai, em encontrá-lO, que sonhe mas que viva a realidade. Que ame os do Senhor, sua criação e a sua Palavra.
Alguém com quem possa dividir a maioria das coisas, alguém que não haja só por conveniência ou tendência carnal, mas por orientação do Senhor.

Quero muito não esperar essa pessoa, quero muito não precisar dela. Jesus disse que eu não devo esperar retorno, devo amar… Não sei se espero retorno, pois sei que não sou uma pessoa assim, mas quero ser essa pessoa para alguém, alguém que quero encontrar e que queira encontrar-me também.

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