Joga a velha fora?!

Certo dia, “apreciando” outdoors da cidade, deparei-me com a mensagem “joga a velha fora”. Trata-se de uma promoção/campanha do Jornal Meia Hora que, através da troca de selos, disponibiliza utensílios de cozinha como panelas, baixelas, etc.
Ridículo! Achei uma grande falta de respeito. Pode-se dizer que o slogan da campanha é para estar de acordo com a “irreverênia” e humor típico deste Jornal. Eu o li pouquíssimas vezes e detestei, é irreverente até demais, os textos são pobres, usam uma linguagem grosseira, as notícias também não acrescentam, uma mistura de futilidade (que infelizmente não é exclusividade deste) com assuntos importantes que são tratados da mesma forma que as futilidades. Na minha opinião este tipo de publicação não faria falta alguma, não é nada instrutivo, ainda mais para um povo como nós, brasileiros, carentes de leitura e boas notícias em todos os sentidos da palavra.
Ridículo porque, quem olha a imagem da campanha verá uma linda silhueta firme e “jovem”, contradizendo a pobre “velha” que deve ser jogada fora. Claro, sugere-se a renovação da sua cozinha, mas em tom agressivo e ofensivo sim, entendemos perfeitamente os valores implícitos ali, ou seja, nenhum, pois traz como pano de fundo a triste realidade do ser humano que dá mais importância a aparência estética do que o que realmente tem valor: a vida! Troque a mulher velha por uma jovem, não importa o quanto a velha te “serviu”, agora ela não presta. Em se tratando de panelas, colheres, potes e sei lá mais o que, ótimo, mas sugerir tratar vidas como coisas e vice-versa, é feio demais.
É isso que vamos engolindo massivamente, diariamente, agressivamente durante nossas saídas diárias pelas ruas, desvalorização. Acostumem-se com isso, “eles” querem e nós queremos e, infelizmente, já acostumamos…

Visita íntima para menores infratores?!

Nossas leis…

LEI Nº 12.594, DE 18 DE JANEIRO DE 2012.
Art. 68.  “É assegurado ao adolescente casado ou que viva, comprovadamente, em união estável o direito à visita íntima.”

Este “comprovadamente” é mediante testemunhas ou é necessário um documento registrado em cartório que declare a união estável?
Segundo o que li até agora, vale qualquer “comprovação”… Tantos agravantes em 2 linhas.
Como evitar a gravidez na adolescência? Quem realmente vai cuidar desses filhos? E as DST’s? Será que isso realmente ajuda na reabilitação do menor? Quem é que vai se relacionar com o/a menor, não seria outra/o menor? Será que assim realmente protegemos nossos/as adolescentes?
Tantas contradições… Tristes contradições.