Seria o Estado o negligente maior?!

Pensando sobre o caso dos policiais que mataram um menor e a câmera da viatura registrou e pensando sobre a falsidade que assola o Estado…

Com todo um aparato totalmente incompetente para disciplinar menores ou ressocializá-los transformando-os em verdadeiras máquinas de maldade, pedaços de carne insensíveis dispostos a cometer vários tipos de crimes, o Estado pune “apenas” o policial que tirou a vida do menor… Mas não seria o próprio Estado quem matou esses meninos? Negligenciando aquilo para o que foi criado, que é estar a favor do bem coletivo, a favor das pessoas a quem ele tem que servir!? O policial mata seguindo o raciocínio do Estado, que não reconhece verdadeiramente a pobreza, a miséria e desigualdade como um problema que é seu! E estende os seus braços a eliminar da sociedade os “lixinhos pretinhos” – diga-se de passagem – que ainda estão por aí, “sujando” a cidade. O Estado é a maior máquina de crueldade que existe.

Não temos um sistema prisional decente. Quem entra ali sai pior e com mais ódio ainda, diante de todas as humilhações que sofre. Entendo que muitos dos presos praticaram fora o que sofrem na cadeia, sendo que, se eles vão cumprir pena pelos seus maus feitos durante um período e voltarão um dia à convivência social, eles devem ser ressocializados durante o período da pena, para quando voltarem ao convívio social, consigam viver em sociedade, respeitando e contribuindo. Não existe valor ou respeito humano dentro de uma cadeia – a não ser nas celas especiais que os “grandes” ocupam, isso quando são presos -, até onde sei, os presos “comuns”, em sua maioria, são tratados como trapos, escória… e depois são soltos! O ciclo de maldade continua em muitos casos e ainda pior do que no início da vida criminosa, acredito.
Adolescentes infratores, da mesma forma e agravado, porque saem da instituição sem terem tido o mínimo de cuidado que esta diz que ele vai ter e voltam às ruas, usando sua força e juventude aprimoradas na ilegalidade, na marginalidade e assim vão ostentando orgulhosamente seus maus feitos, sem um pingo de amor a sua própria vida, quanto mais a dos outros.

O que o Estado faz com esse povo, é, na minha opinião, condená-los à morte, sem chance de defesa, é um assassinato covarde. Falta o tiro no peito ou na cabeça, que sem demora é dado.

Aí o policial vai preso… e o Estado fica ileso.

E a maioria das pessoas valida o ato – especialmente a classe média – dizendo que bandido bom é bandido morto, que direitos humanos são pra quem é humano direito e não entende que toda essa violência e perigo se voltam sempre pra ela mesma, que tem que se trancar, gastar cada vez mais com serviços particulares e mais seguros, andar com medo por todo o canto. Que benefício há nisso?!
Seria muito interessante se os cidadãos percebessem e avaliassem seu papel na sociedade

Não justifica a ação dos policiais, mas que é tudo um grande jogo, é e a ação deles é o estopim.
É a ação maldosa do Davi que bota o fiel Urias na frente de batalha, para o seu bel prazer…

Documentário “Raça Humana”

Já fui contra as cotas raciais, hoje não sou mais. Fui contra porque me apeguei à questão da inteligência e capacidade e claro, negros e brancos têm a mesma. Sou a favor agora, porque entendo que precisamos de representantes e influências negras além de Zumbi!

Concordo que a educação básica, o ensino fundamental e médio públicos devem preparar o aluno, assim como o “que pode pagar”, mas enquanto isso não acontece, enquanto a educação como um todo não é federalizada, a coisa tem que caminhar.

Acho que ainda é uma medida “capenga”, tendo em vista que muitos que entram não conseguem dar continuidade ao curso porque tem que trabalhar ou por outros problemas, mas é uma medida… os que se salvarem, vão fazendo a diferença.

Sobre black blocs e política

Desde que a sequência de manifestações começaram aqui no Brasil, vários “analistas” vêm emitindo suas opiniões sobre vários aspectos. Uns falam com propriedade, outros são muito superficiais, outros manipulam informações intencionalmente e outros falam mesmo é muita bobagem!
Gostei do texto do Bruno Fiuza sobre black blocs, grande “mistério” das manifestações.
Segue link: http://www.viomundo.com.br/politica/black-blocs-a-origem-da-tatica-que-causa-polemica-na-esquerda.html

Um século de “capital” puro na veia!

“- Que são dez ou vintemil contos que o Estado gaste! Em menos de cinco anos, só com as visitas dos estrangeiros, esse capital é recuperado… Há cidade no mundo no mundo com tantas belezas naturais como esta?
[…] Esforçavam-se por obter as medidas legislativas favoráveis à transformação da cidade e ao enriquecimento dos patrimônios respectivos com indenizações fabulosas e especulações sobre terrenos. […] Queriam também uma população catita, limpinha, elegante e branca.”

O trecho acima foi retirado do livro “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”, de Lima Barreto. Escrito há 100 anos. Alguma semelhança com o projeto de governo do atual prefeito do Rio de Janeiro?
Expulsa-se os pobres, vende-se a cidade aos estrangeiros às mega empresas e ganha-se bastante dinheiro. Será que esse é o tipo de cidade que queremos? O que a população ganha realmente com isso? Será que isso é progresso? À custa da exploração de pessoas e de dinheiro público?
A mim este modelo de cidade não agrada. Quero inclusão, dedicação do governo ao povo para a longo prazo termos uma população menos desigual.

Não, não quero vender meu país nem minha cidade, Sr. Prefeito!

Sobre vida, morte e política!

Gu: “Eu já sei porque as pessoas morrem. Quando alguém leva um tiro na barriga o ar todo da pessoa sai, por isso que tem que ir logo pro médico, pra costurar a barriga e depois fazer respiração boca a boca para o ar voltar e a pessoa viver!” 


Gui: “Ah, mãe, eu tenho que crescer logo pra ser um deputado, prefeito, presidente… Tem que mudar isso tudo que tá errado”. Disse isso balançando a cabeça indignado, depois de ouvir comentários sobre práticas erradas na política. rs.

Eu a e política: estamos nos conhecendo…

O Analfabeto Político

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e o lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.
(Berthold Brecht)
– retirado de: http://www.planetaeducacao.com.br –

Pois  é, durante muitos anos posso dizer que fui uma analfabeta política, apesar de ter uma noção de que uma má administração política geraria “coisas” e “pessoas” ruins, sempre ignorei política alimentando desprezo pela grande maioria dos candidatos. Desde os 17 anos, quando comecei a votar, perguntava a minha mãe – super mulher, politizada, militante de esquerda – em quem ela iria votar e votava nos mesmos candidatos dela, acho que essa postura, na verdade, era cômoda, ela que conhecia os candidatos, ela acompanharia seus mandatos e os cobraria… e eu, nada faria! Ela mandava eu “me ligar”, mas eu não ouvia…

Nas últimas eleições, a revolta aumentou (na verdade entortou, porque não teve o efeito correto!) e eu danava a anular voto, ao invés de procurar um(a) candidato(a) decente, coloquei todo mundo no mesmo saco e desperdicei a chance de dar meu voto a quem, talvez, mesmo que não vencesse, teria esperança em continuar na jornada lutando pelas causas do povo.

Hoje, ando lendo, pesquisando, conversando… ainda pouco, mas pelo menos estou me mexendo! E já tenho candidatos e candidatas à presidência e deputado estadual. Faltam somente 13 dias para as eleições, ainda faltam 2 candidatos(as)…
Até que esse novo procedimento me deu uma pontinha de esperança, agora, caso vençam, espero acompanhá-los em seus “trabalhos”, já que estão ali servindo ao povo, inclusive a mim!

Como cristã, sinto-me na obrigação de dar atenção a este mundo em que agora habito, amá-lo e cuidá-lo, esperando sempre uma melhora, mesmo que pequena, mesmo que lenta, não sei quando será o fim desse tormento, mas enquanto estiver aqui, devo somar para mim, para os meus, para o próximo.

Que o Senhor dê sabedoria aos seus e que oremos rogando por momentos de paz a este mundo, paz que não vem de manifestações hipócritas, mas de Deus! Bastaria cada crente em Jesus fazer sua parte bem feita e pronto, grande parte dos problemas estariam sanados… Pelo menos uma parte bem feita: o voto, já é um bom começo.