Um refúgio para Ananias

Refúgio, todos precisam de um, seja na mente ou na realidade, buscamos o refúgio, de preferência confortável, mas há os que não são.

Ananias cresce buscando refúgio, os que ele tem agora são insuficientes: seu teto, que ele odeia, sua família, que ele ama mas não ama, as drogas, que ele gosta mas não gosta, seus sonhos, que ele não acredita que irão se realizar.

Talvez no ventre de sua mãe estivesse realmente protegido, ainda não conhecia o lugar de onde iria ter que fugir.
O tempo passou e Ananias aprendeu a fugir, fugiu de tudo que o desagrada, inclusive da sociedade e das suas responsabilidades, fugiu da cidadania e foge ainda, não encontra rumo, direção, culpa a todos menos a si. Coitado… sim, talvez não, não sei, não sei mesmo.
Ananias fugiu porque desistiu, mas ele nem chegou a tentar! Ele viu fugirem e fugiu também, mas sem saber para onde, assim como os que fugiram antes dele e que o “ajudaram” na fuga.
Agora, Ananias acha que encontrou um refúgio, mas o refúgio que ele acha que encontrou é de carne e osso como ele e é “menor” do que ele, não o acomoda totalmente, confortavelmente. Então, quando Ananias se mexe buscando acomodação, incomoda e machuca o refúgio. Ele não enxerga que não cabe nesse refúgio nem esse refúgio cabe nele, que este não seria um refúgio, somente uma barraca para protegê-lo um pouco do sol e da chuva, ainda sentiria muito calor e se molharia com os respingos e sentiria o vento forte que a barraca-refúgio não impediria.
Como este refúgio que ele acha que encontrou ainda é insuficiente, ele continua a buscar refúgio…
Espero que encontre, Ananias, um refúgio, pelo menos neste período de carnaval, até que encontre o SEU REFÚGIO, que É O SENHOR!