Estamira, na mira!

Este documentário é fantástico! Quase duas horas de um homônimo de uma “louca”, uma “Senhora Louca”.
Uma loucura inteligente e lúcida. De rir e chorar, de chocar. Digno de público.
Um encanto triste e dolorido… de sofrer a maldade em si.

“Cegaram o cérebro de vocês, o gravador sanguíneo.”

“Não existe gente inocente, esperto ao contrário existe.”

“Tá quase todo mundo alerta, erra só quem quer.”

“O trocadilho vem de uma tal maneira que quanto menos as pessoas têm, mais elas menosprezam, mais elas jogam fora.”

“Quem economiza, tem.”

“Eu sou perturbada, mas lúcida. Eu sei distinguir a perturbação.”

“Vocês não aprendem na escola, vocês copiam.”

“Isso aqui são escravos disfarçados de libertos. A Isabel soltou eles e não deu emprego.”

“Quem fez Deus foram os homens.”

“Perturbação é perturbação, perturbação não é deficiência. Por que não pode ficar perturbado?”

“A única solução é o fogo. Queimar todos os espaços com seres e por outros seres nos espaços.”

“Eu, Estamira, não concordo com a vida.”

“Eu nunca tive sorte. A única sorte que eu tive foi de conhecer o senhor Jardim Gramacho, o Lixão.”

“Eu nunca tive aquela coisa que eu sou: sorte boa.”

“Tudo que é imaginário existe. Sabia que tudo que é imaginário existe, tem e é? Pois é.”

Documentário “Raça Humana”

Já fui contra as cotas raciais, hoje não sou mais. Fui contra porque me apeguei à questão da inteligência e capacidade e claro, negros e brancos têm a mesma. Sou a favor agora, porque entendo que precisamos de representantes e influências negras além de Zumbi!

Concordo que a educação básica, o ensino fundamental e médio públicos devem preparar o aluno, assim como o “que pode pagar”, mas enquanto isso não acontece, enquanto a educação como um todo não é federalizada, a coisa tem que caminhar.

Acho que ainda é uma medida “capenga”, tendo em vista que muitos que entram não conseguem dar continuidade ao curso porque tem que trabalhar ou por outros problemas, mas é uma medida… os que se salvarem, vão fazendo a diferença.