“O subúrbio é o refúgio dos infelizes”

Citação

suburbio1950
“A gente pobre é difícil de se suportar mutuamente; por qualquer ninharia, encontrando ponto de honra, brigando, especialmente as mulheres.

O estado de irritabilidade, provindo das constantes dificuldades por que passam, a incapacidade de encontrar fora do seu habitual campo de visão motivo para explicar o seu mal-estar, fazem-nas descarregar as suas queixas, em forma de desaforos velados, nas vizinhas com que antipatizam por lhes parecer mais felizes.

Todas elas se têm na mais alta conta, provindas da mais alta prosápia; mas são pobríssimas e necessitadas. Uma diferença acidental de cor é causa para que possa se julgar superior à vizinha; o fato do marido desta ganhar mais do que o daquela é outro. Um “belchior” de mesquinharias açula-lhes a vaidade e alimenta-lhes o despeito.

Em geral, essas brigas duram pouco. Lá vem uma moléstia num dos pequenos desta, e logo aquela a socorre com os seus vidros de homeopatia.

Por esse intrincado de ruas e bibocas é que vive uma grande parte da população da cidade, a cuja existência o governo fecha os olhos, embora lhe cobre atrozes impostos, empregados em obras inúteis e suntuárias noutros pontos do Rio de Janeiro.”

(Trecho de Clara dos Anjos, 1948. De Lima Barreto)

Um século de “capital” puro na veia!

“- Que são dez ou vintemil contos que o Estado gaste! Em menos de cinco anos, só com as visitas dos estrangeiros, esse capital é recuperado… Há cidade no mundo no mundo com tantas belezas naturais como esta?
[…] Esforçavam-se por obter as medidas legislativas favoráveis à transformação da cidade e ao enriquecimento dos patrimônios respectivos com indenizações fabulosas e especulações sobre terrenos. […] Queriam também uma população catita, limpinha, elegante e branca.”

O trecho acima foi retirado do livro “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”, de Lima Barreto. Escrito há 100 anos. Alguma semelhança com o projeto de governo do atual prefeito do Rio de Janeiro?
Expulsa-se os pobres, vende-se a cidade aos estrangeiros às mega empresas e ganha-se bastante dinheiro. Será que esse é o tipo de cidade que queremos? O que a população ganha realmente com isso? Será que isso é progresso? À custa da exploração de pessoas e de dinheiro público?
A mim este modelo de cidade não agrada. Quero inclusão, dedicação do governo ao povo para a longo prazo termos uma população menos desigual.

Não, não quero vender meu país nem minha cidade, Sr. Prefeito!

Visita ao Pão de Açúcar – Rio de Janeiro!


Diferente da nossa ida ao Cristo, a visita ao Pão de Açúcar foi maravilhosa! 
Compramos os ingressos, entramos no Bondinho e subimos via teleférico até o morro da Urca. O ambiente lá é muito agradável e a vista linda.
Dali pegamos novamente o bondinho e fomos até o Parque do Pão de Açúcar, o morro mais alto. Espetacular! Uma visão ampla do Rio e lindíssima. 
Passamos ali uma ótima tarde e ao anoitecer, as luzes da cidade vista lá de cima… sem palavras, é encantador.
Esse ponto turístico do Rio vale muito a pena conhecer, mas infelizmente não é nada barato.
Valores (em julho/2012): R$ 53 adulto e R$ R$ 26 crianças a partir de 6 anos.
Para “embarcar” no bondinho: Av. Pasteur, 520 – Urca – Rio de Janeiro

Informações detalhadas no site.  

Passeio ao Cristo Redentor – Corcovado

Descrevendo sobre minha impressão a respeito das visitas ao Cristo Redentor, no morro do Corcovado, localizado no Parque Nacional da Tijuca.
Para visitar o Cristo, meu primeiro passo foi a pesquisa na internet sobre como chegar e valores de tarifas.  
O site que consegui acessar foi o do Trem do Corcovado, que nos leva do bairro do Cosme Velho até os pés do Cristo. Creio que esta é a forma mais fácil e prática de chegar, mas os valores são altos.
Continuando a pesquisa, encontrei vários sites e comentários que citavam a visita ao Corcovado/Cristo, mas, sinceramente, nada detalhado o suficiente.
As opções apresentadas foram o Trem do Corcovado, vans ou táxis, atualmente, carros não podem subir, devem ir até a Estrada das Paineiras e estacionar por lá mesmo. O site do Trem informa que no valor pago já está incluso o ingresso ao Cristo, sobre as vans não é dito nada de valor, média de preço do táxi também não. Fiquei em dúvida sobre quanto custaria somente o ingresso ao Cristo, pois subir à pé, também seria uma das opções, sendo que a informação que li era que deveríamos caminhar 2 km de subida e só faz isso quem tem ou está com um super espírito de aventura. Achei que no site do Guia Oficial de Turismo do Rio, as informações também são limitadas. Talvez o melhor fosse entrar em contato via telefone. Até este momento da pesquisa, já achei desgastante, pois uma das 7 Maravilhas do Mundo deveria ser mais explícita, além das lindas fotos divulgadas também as opções de chegada no local.
Fui com minha família. Seguimos até as Paineiras, estacionamos – o “estacionamento” é na estrada mesmo, fica uma fileira de carros estacionados, dividindo a pista com duas mãos, ida e volta e ainda pedestres. Uma loucura em dias de muito movimento como o dia em que fomos, simplesmente lotado!
Como o acesso ao Corcovado estava lotado (parece que todos os visitantes resolveram ir no mesmo dia!), haviam duas filas enormes, uma para comprar o ingresso e outra para entrar nas vans e subir. Nesse momento eu entendi que nas Paineiras tem uma bilheteria que vende os ingressos para o Cristo e este ingresso, é um convênio entre o Parque Nacional da Tijuca e a Cooperativa de vans.
O passeio foi bom, a vista lá de cima do Cristo é simplesmente linda. Pena estar tão lotado, não estava fácil sequer andar, quanto mais admirar a vista e tirar fotos. Os comentários que ouvi de pessoas que já foram várias vezes ao Cristo foram que nunca haviam visto o Cristo tão lotado!

A parte ruim:
Tem pessoas – até uniformizadas! – que ficam no caminho abordando os carros que estão indo em direção ao Corcovado, oferecendo serviços como se fossem credenciados com as vans. Eles cobram um certo valor que “inclui o ingresso e a subida de van até o Cristo”. Na verdade o que eles tem é um “conchavo” com a bilheteria e os auxiliares das vans e o que fazem é o seguinte: acompanham/guiam a pessoa até as Paineiras, compram os ingressos direto na bilheteria sem enfrentar filas e tentam encaixá-las direto na fila das vans, na frente, ou seja, furam a fila!
As próprias auxiliares das vans, as credenciadas, recebem grupos e tentam encaixá-los na frente da fila, direto para a entrada na van. Golpe seguido de golpe e cada um querendo “tirar o seu”.
E quem fiscaliza isso?

Foi apenas um dia das férias de julho, imaginemos como será durante os eventos esportivos nos próximos anos…

Acesso ao Cristo Redentor 
Informações (em julho de 2012):

Trem do Corcovado
Sai do Cosme Velho. As tarifas especificadas no site são: R$ 44 adultos e R$ 22 crianças de 6 a 12 anos. Mais detalhes no site.

Vans (só descobri o site depois que visitei o Cristo e vi o nome da cooperativa das vans que nos leva até lá)
Vai de carro ou táxi até o estacionamento das Paineiras, compra o ingresso na bilheteria que tem na frente da subida do Parque Nacional. Valor: R$ 26,53 (alta temporada) e R$ 18,53 (baixa temporada). Crianças com idade até 12 anos não pagam.

A pé
Não encontrei informações suficientes, apenas que são 2 km de subida. Vi pessoas subindo a pé, tiveram que chegar de carro até as Paineiras e caminharem numa estrada de subida e curvas até o Corcovado, sendo que, ao que me parece, não tem como ter acesso ao Cristo, pois para subir a escadaria de acesso, deve-se passar por uma roleta que é liberada apenas com o ingresso.

De carro
Carros foram proibidos de subir até o alto do Corcovado, os únicos veículos que sobem são as vans ou outros autorizados. O carro deve ser estacionado nas Paineiras, próximo a bilheteria das vans e o restante do caminho deve ser feito de van.

Importante: não aceite que comprem o ingresso para você, todos tem acesso a bilheteria das vans e ao trem. A não ser que seja um guia credenciado e que você saiba exatamente quanto está pagando a ele e quanto está pagando pelo ingresso. Tem muitos mal intencionados no caminho cobrando valores abusivos por serviços que eles não são autorizados a prestar.